Parece que se você olhar para esta ilha de uma perspectiva aérea, não haveria nada de incomum nela. Mas isso é apenas à primeira vista… Esta ilha é um inferno para pessoas que têm medo de répteis, especialmente cobras. Há, para dizer o mínimo, “muitos” deles aqui: de acordo com alguns cálculos, há pelo menos uma cobra por metro quadrado de terra!

Mas as pessoas viveram aqui? E todos aqueles mitos e lendas assustadores associados à sua história são verdadeiros? Bem, para descobrir as respostas a essas perguntas, vamos para Queimada Grande – uma ilha governada não por pessoas, mas por répteis de sangue frio!

Onde fica o paraíso das cobras?

A Ilha Queimada Grande, ou “Ilha da Cobra”, é uma ilha localizada no Oceano Atlântico a 35 km da costa leste do Brasil, ao sul de São Paulo. A área da ilha é de apenas 0,43 km²! O ponto mais alto da ilha tem cerca de 200 metros de altura.

Esta ilha é completamente desabitada, exceto pelos principais habitantes da ilha – cobras e outros animais, muitos dos quais são o primeiro alimento. Há um farol na ilha, mas ele funciona em modo autônomo. Pesca e mergulho são proibidos nas águas locais. Nem mesmo nadar até Keimada Grande é permitido no nível legislativo! Apenas equipes de cientistas são permitidas na “Ilha das Cobras”, e mesmo isso não é tudo: representantes de organizações científicas devem obter permissão especial para visitar Keimada Grande. Eles frequentemente conduzem pesquisas na ilha e até filmam documentários.

Lendas da “Ilha das Cobras”

A história de Queimado Grande é cheia de mitos e lendas com as quais os guias locais gostam de assustar os turistas comuns. Essas histórias deram à ilha a reputação de estar longe de ser pacífica e segura.

Talvez uma das histórias mais assustadoras desta ilha seja a lenda do faroleiro. Segundo ela, antigamente este farol não funcionava automaticamente, como agora, mas manualmente – era vigiado por um faroleiro que morava aqui com sua esposa e filhos. Uma noite, enquanto todos os membros da família dormiam, cobras entraram no farol pela janela. Com medo, todos correram para fora, onde se tornaram vítimas dos répteis pendurados nas árvores.

Há também uma lenda sobre um pescador que viu a “Ilha das Cobras” e decidiu desembarcar em busca de frutas. Mas assim que o fez, foi imediatamente atacado por uma cobra. Após ser mordido, ele só conseguiu subir de volta para o barco, onde morreu em sofrimento insuportável.

Há também histórias de aventureiros que decidiram visitar a ilha apesar das proibições das autoridades locais, desaparecendo sem deixar rastros. Histórias semelhantes são conhecidas, incluindo aquelas envolvendo grupos inteiros de cientistas.

Keimad Grandi também tem sua própria história fabulosa associada a tesouros misteriosos. De acordo com essa lenda, piratas, tendo aprendido sobre a característica incomum da “Ilha da Cobra”, decidiram enterrar seu tesouro aqui, deixando-o sob a proteção confiável dos habitantes rastejantes desse lugar incrível.

A história de Queimado Grande

Na verdade, do português, Queimada Grande (“Ilha de Queimada Grande”) não é traduzido como “Ilha da Cobra”, mas sim como “Queimada” ou “Queimada”. Mas por quê? Havia razões para isso, que são cheias de mistérios na história desta ilha.

Acontece que as pessoas já viveram na ilha! Quando se mudaram para cá, quase toda a ilha era coberta por densas florestas tropicais. Para criar plantações de banana, os pioneiros tiveram que queimar parte da “cobertura verde” da ilha. Para se protegerem de cobras curiosas à noite, as pessoas acendiam fogueiras na entrada de suas casas. Portanto, de longe, parecia que a ilha estava pegando fogo. Os colonos viveram nesta ilha por muito tempo e conseguiram se acostumar muito bem com os lugares locais. Os ilhéus estavam envolvidos na pesca, para a qual até construíram seu próprio píer. Em 1906, um farol foi construído em Queimada Grande para iluminar o caminho dos navios que passavam. No entanto, em 1920, todos os habitantes foram despejados da ilha, e o farol foi colocado em operação autônoma. Isso foi feito não por causa do grande número de cobras na ilha e do perigo para os colonos, mas para preservar uma espécie única de cobra que vive apenas aqui, em Queimado Grande, a ilha bothrops.

Os principais habitantes da ilha

Existem muitas espécies de cobras encontradas em Queimado Grande, mas a espécie que mais chama a atenção entre elas é a cobra-botropa-das-ilhas.

  • Esta espécie pertence à família das víboras. É endêmica e vive apenas na “Ilha das Cobras” do mundo. Curiosamente, essas cobras passam a vida inteira em árvores e arbustos. Sua dieta inclui pássaros, centopéias e outras cobras.
  • Os Bothrops da ilha são muito venenosos: um rato morre com sua mordida   em apenas 2 segundos!   Se uma cobra dessas morde uma pessoa, o tecido muscular começará a morrer, a insuficiência renal aguda e a paralisia se desenvolverão rapidamente. Além disso, tudo isso é acompanhado por hemorragias no cérebro e nos intestinos. As chances de sobrevivência de uma pessoa após uma mordida de um Bothrops da ilha são pequenas.
  • Os bothrops da ilha estão atualmente ameaçados. Cientistas estimam que existam atualmente entre 2.000 e 4.000 indivíduos na ilha. Para preservar essa espécie, o governo brasileiro concedeu à ilha o status de área especialmente protegida em 1985.
  • O veneno da ilha bothrops, quando usado em certas doses, pode ajudar a combater o câncer. É por isso que um grama do veneno desta cobra custa   a partir de $30.000 no mercado negro!
Queimada Grande: a ilha mais perigosa do mundo